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Parque de Ciência e Tecnologia Guamá moderniza serviços para empreendedores, empresas e indústrias

Laboratórios do PCT Guamá passam por modernização e melhorias de infraestrutura. Serão mais de R$ 4 milhões destinados a quatro ambientes instalados no complexo de inovação do Pará.

Fabíola Cristiane de Almeida de Souza por Fabíola Cristiane de Almeida de Souza
23 de fevereiro de 2026
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Parque de Ciência e Tecnologia Guamá moderniza serviços para empreendedores, empresas e indústrias

Os laboratórios do Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, em Belém, são referência na prestação de serviços especializados e contribuem para o desenvolvimento sustentável da região amazônica. Os valores aplicados vão melhorar as funcionalidades técnicas dos laboratórios, impulsionar pesquisas e gerar impacto positivo no mercado regional. O investimento na ampliação e manutenção de equipamentos representa um avanço para a pesquisa aplicada, resultando em produtos e processos competitivos, alinhados às demandas do mercado.

O recurso financeiro foi aprovado por meio do Projeto “Fortalecimento da Infraestrutura Tecnológica e Empresarial para Inovação Sustentável da Amazônia”, selecionado em chamada pública da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que buscou propostas para recuperação e modernização de ambientes de pesquisa e equipamentos.

O Projeto foi submetido pela Fundação Guamá, instituição que gerencia o PCT. “Trabalhamos em parceria com os laboratórios de Oleaginosas, de Alta Tensão e de Biotecnologia. É nossa missão submeter projetos, porque fortalecer a estrutura é fortalecer nossa capacidade de captação, de oferta de serviços e de treinamento”, acrescenta João Weyl, diretor-presidente da Fundação Guamá.

Laboratórios beneficiados – Os laboratórios contemplados são o Centro de Estudos Avançados da Biodiversidade (Ceabio), o Centro de Valorização de Compostos Bioativos da Amazônia (CVACBA), o Laboratório de Alta Tensão (Leat) e o Laboratório de Óleos da Amazônia (Loa), todos da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Para o pesquisador Júlio Pieczarka, coordenador do Ceabio, que oferta serviços a empresas e organizações interessadas em informações sobre a riqueza biológica da região nas áreas de saúde e cosméticos, a recuperação de equipamentos é fundamental. “Com o passar do tempo, os equipamentos muito utilizados acabam apresentando dificuldades de funcionamento e, muitas vezes, ficam obsoletos. Com esse apoio financeiro, será possível aumentar a produtividade do grupo, no sentido de que novas técnicas poderão ser aplicadas e mais pessoas poderão trabalhar. Consequentemente, teremos maior capacidade de atender às necessidades da comunidade e prestar serviços por meio do PCT”, disse o pesquisador.

O recurso destinado à manutenção de equipamentos também será fundamental para manter o padrão das atividades realizadas pelo Loa, especializado no estudo e controle de qualidade de insumos amazônicos. “Isso vai permitir a recuperação de equipamentos adquiridos ao longo de diferentes projetos, garantindo a continuidade da pesquisa, da inovação e do desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, que é o objetivo principal do Laboratório de Óleos da Amazônia nessa parceria com o Parque – um ambiente que utiliza a pesquisa e a ciência para desenvolver tecnologias que permitam inovar”, reforçou Luís Adriano Nascimento, vice-coordenador do Laboratório.

Marcus Vinicius, coordenador do Leat, explicou que o Laboratório será beneficiado com dois equipamentos, que potencializarão os ensaios de alta tensão, avaliações fundamentais para certificar a qualidade e a robustez da isolação de equipamentos, além de promover ganhos na atualização dos sistemas utilizados no local. “Atualmente, o laboratório não dispõe desses equipamentos para a realização de ensaios de medição de capacitância e fator de perda da isolação. Essas novas aquisições vão ampliar nosso portfólio. O Laboratório estará ainda mais dotado de infraestrutura para atender ao mercado de energia da região, e também no âmbito da pesquisa”, explicou.

O Leat oferece ao setor energético, e a fabricantes de equipamentos elétricos, os mais variados ensaios elétricos em alta tensão, tanto na frequência industrial quanto em tensões e correntes impulsivas.

Avanços – As melhorias para o Centro de Valorização de Compostos Bioativos da Amazônia  vão fortalecer a bioeconomia no norte do País, detalhou Fábio Moura, coordenador do espaço. O grande destaque será a atualização do sistema de Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (HPLC), que passará a contar com um sensor de fluorescência. Na prática, essa melhoria técnica vai proporcionar uma capacidade analítica muito mais sensível, permitindo que o Laboratório realize testes que antes não faziam parte de suas atribuições.

A principal novidade será a detecção de micotoxinas em matérias-primas da sociobiodiversidade amazônica. A presença de micotoxinas em alimentos, como a castanha-do-pará e as amêndoas de cacau, é uma preocupação de saúde pública e um dos maiores gargalos para a exportação e comercialização desses produtos. Cooperativas e empresas locais enfrentavam dificuldades para encontrar esse tipo de demanda analítica na região. “Com essa nova infraestrutura, o Laboratório passa a oferecer um suporte técnico que impacta diretamente a competitividade das empresas do Norte. A viabilização deste projeto contou com a atuação fundamental da Fundação Guamá. A integração entre a pesquisa acadêmica de ponta e a gestão de inovação do PCT Guamá reforça o compromisso de transformar conhecimento científico em valor agregado para os produtos da floresta”, reforçou Fábio Moura.

Investimentos – A seleção pública da Finep para recuperação e modernização de ambientes de pesquisa, realizada em 2023, teve como objetivo fomentar a cooperação entre as Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) e as Fundações de Amparo à Pesquisa, a fim de garantir a sustentabilidade e a operacionalidade dos laboratórios.

Entre os objetivos da Finep estão ainda restaurar e atualizar equipamentos de pesquisa em laboratórios de ICTs em todo o País, com vistas a criar um ambiente favorável ao desenvolvimento científico e tecnológico, com qualidade internacionalmente reconhecida; aumentar a competitividade brasileira em diversas áreas do conhecimento, por meio da realização de pesquisas, e incentivar a prestação de serviços, utilizando a infraestrutura instalada, as empresas de base tecnológica, para estimular o processo de inovação.

Fonte: Agência Pará

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