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Belém instala mais de 5 mil armadilhas contra o mosquito da dengue

Estratégia já alcança 12 bairros e contribuiu para reduzir em 61,5% os casos da doença na capital

Fabíola Cristiane de Almeida de Souza por Fabíola Cristiane de Almeida de Souza
4 de março de 2026
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Belém instala mais de 5 mil armadilhas contra o mosquito da dengue

Com a chegada do inverno amazônico, as atenções se redobram para a prevenção da dengue em toda a cidade e a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), intensificou as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti com a instalação de Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs) em 12 bairros que historicamente apresentam maior incidência da doença, como Guamá, São Brás, Canudos, Marco e Souza, entre outros.

Desde agosto do ano passado, 500 Agentes de Combate a Endemias (ACEs) instalaram mais de 5.200 EDLs, de um total de 8 mil previstas. A estratégia já alcança cerca de 591.073 pessoas — o equivalente a 45,35% da população, segundo o Censo 2022 do IBGE — e apresenta impacto epidemiológico significativo: entre setembro e dezembro de 2025, Belém registrou redução de 61,5% nos casos de dengue em comparação com o mesmo período de 2024.

Segundo o coordenador do Programa de Controle da Dengue da Sesma, Tadeu Morais, dois critérios orientam a escolha dos bairros contemplados.

“Existem dois fatores que auxiliam na escolha dos bairros: o entomológico e o epidemiológico. Selecionamos áreas que historicamente registram maior incidência de casos e onde há maior presença do vetor, conforme os levantamentos realizados. São bairros sequenciais, que se conectam, portanto não é um critério aleatório. Com a evolução das EDLs, temos observado a diminuição dos casos. Nas oito primeiras semanas de 2025, por exemplo, tivemos 272 casos. Neste ano, no mesmo período, foram 65 casos confirmados, uma redução em torno de 76%, e as EDLs contribuem diretamente para esse resultado”, explica.

O que são as EDLs?

As EDLs são estruturas compostas por balde, suporte e sachê com larvicida e funcionam como armadilhas estratégicas no combate ao Aedes aegypti. Ao tentar depositar os ovos no recipiente, a fêmea entra em contato com o larvicida presente no sachê e acaba contaminada. Ao buscar outros locais para desova, dissemina o produto em diferentes criadouros, ampliando o alcance da ação e contribuindo para reduzir a proliferação do vetor.

A instalação é realizada exclusivamente pelos ACEs e pode ocorrer em residências, estabelecimentos comerciais ou órgãos públicos. Cada estação tem cobertura em um raio de até 50 metros, o que também protege a vizinhança. A manutenção ocorre mensalmente, com a substituição do larvicida.

O recipiente deve permanecer em local arejado e coberto, como quintais, sempre fora do alcance de crianças e animais. A população é parceira da mobilização ao autorizar a instalação e ao observar rotineiramente — sem manusear — a possível presença de focos. Caso não haja foco, a água pode ser despejada em um ralo; caso haja, deve ser descartada na terra.

Nesta segunda-feira (2), as equipes técnicas estiveram no bairro do Guamá para realizar a manutenção das EDLs na Escola Estadual Santos Dumont e em residências da área. Um dos moradores atendidos foi o professor Filipe Borges, que há quatro meses conta com o equipamento instalado no quintal dele.

“A instalação aconteceu por causa do trabalho de rotina dos ACEs. Eles apresentaram a proposta de colocar o ponto aqui para reforçar a prevenção, aceitamos de bom grado e os vizinhos também. Vejo essa iniciativa de forma muito positiva. Quando todos contribuem, os benefícios chegam para todos. Tenho filhos menores e me preocupo. A prevenção fortalece a saúde pública como um todo”, afirma.

Vacinação contra a dengue em Belém

Outra maneira de se prevenir contra a dengue é a imunização. A vacina contra a doença está disponível em diversos pontos da capital. Confira alguns deles:

CSE Marco (UEPA)
Av. Rômulo Maiorana, nº 2558
Segunda a sexta-feira – manhã e tarde

UMS de Fátima (APS)
Rua Domingos Marreiros, nº 1816
Segunda a sexta-feira – 8h às 12h e 13h às 17h

Hospital Naval
Rua do Arsenal, nº 200
Terças e quintas-feiras – manhã

Hospital da Aeronáutica
Av. Almirante Barroso, nº 3492
Segunda a sexta-feira – 8h às 11h

Hospital do Exército
Tv. Marquês de Pombal, nº 850
Segunda, terça, quinta e sexta-feira – 8h às 12h
Quarta-feira – 8h às 17h

Unidade de Referência Materno Infantil e Adolescente (Uremia)
Av. Alcindo Cacela, nº 1421 – São Brás
Segunda a sexta-feira – 8h às 12h e 14h às 17h

Universidade da Amazônia (Unama)
Av. Alcindo Cacela, nº 287 – Umarizal
Segunda a sexta-feira – 9h às 12h e 14h às 17h

Centro Universitário Metropolitano da Amazônia (Unifamaz)
Av. Visconde de Souza Franco, nº 72 – Reduto
Segunda a sexta-feira – 9h às 12h e 14h às 17h

Faculdade Integrada Brasil Amazônia (Fibra)
Av. Gentil Bittencourt, nº 1144 – Nazaré
Segunda a sexta-feira – 8h às 17h

Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Município de Belém (IASB)
Tv. Dr. Enéas Pinheiro – Marco
Segunda a sexta-feira – 8h às 14h

Além desses locais, a vacina está disponível nas Unidades Municipais de Saúde (UMSs) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital e distritos, conforme horários de funcionamento de cada espaço.

Canais para denúncias e orientações

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) orienta que denúncias relacionadas a focos do mosquito Aedes aegypti ou casos suspeitos de dengue podem ser registradas pelos seguintes canais:

E-mail do Programa de Combate à Dengue:
combateadengue@sesma.pmb.pa.gov.br

Ouvidoria Municipal do SUS:
ouvidoriasusbel2009@gmail.com
ouvidoriasesma@cinbesa.com.br

Telefones:
(91) 3251-4207
(91) 98400-8247

O atendimento presencial também pode ser realizado na sede da Sesma, localizada na Av. Gov. José Malcher, nº 2821.

Fonte: Agência Belém

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